segunda-feira, 22 de março de 2010

Historiografia da linguística

Leitura do texto: “Retrospectivas e perspectivas da historiografia da lingüística no Brasil” por Cristina Altman da universidade de São Paulo. Cinco questões nos pareceram pertinentes:
1) É possível que a historiografia privilegie alguns fatos em detrimento de outros? Quais seriam os critérios para determinar a importância de certas questões?
2) De que forma se pode determinar o princípio da identidade latino-americana?
3) A língua Tupi com estrutura latina funcionou na comunicação? Tem alguma relação com a língua geral?
4) A historiografia da lingüística faz uma descrição cronológica da língua ou faz parte da perspectiva da nova história?
5) Como a autora se posiciona frente à perspectiva da lingüística no/do Brasil? Em sua opinião, por que não há uma lingüística genuinamente brasileira?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Lingüística NO Brasil

Lingüística NO Brasil
A importância da preposição EM (no Brasil) no nome da assinatura é de grande importância. Se utilizamos a preposição DE (do Brasil) teríamos uma implicação semântica de que existe uma lingüística genuinamente brasileira. O que existe é uma grande empiria com base em modelos europeus ou americanos.
Podemos citar dois autores que tratam o assunto: Ataliba do Castilho afirma a existência de uma lingüística propriamente brasileira quando não houver importação de modelos; e Coseriu (1972) observa que: “Na polêmica lingüística – freqüente especialmente no Brasil – prevalece o complexo de informação: não se discute o que o outro pensa, mas o que ele sabe a respeito de fatos, concepções e métodos.”
Há varias formas de dar conta da lingüística no Brasil:
1) Pela história, analisando as diferentes fases da lingüística no Brasil:
• Fase Prelinguística (1500-1940) primeiro momento gramatical. Gramáticas da língua portuguesa européia, gramáticas das línguas indígenas baseadas no modelo latino.
• Fase filológica (final séc XIX princípios sec XX) consiste em dar conta da interpretação de textos antigos, manuscritos literários
• Fase dialetológica: consistiu em mapear as diferentes variedades de português do Brasil. Por exemplo: Antenor Nascente, o primeiro pesquisador que constitui um mapa lingüístico do Brasil; Amarel Amaral no final dos anos 20 “Dialeto Caipira”
• Fase da crítica textual: diferente da filosofia, já que não se limita aos textos literários. Trabalha com todos os textos em diferentes períodos.
• A fase Lingüística: constituição da lingüística como ciência. Em 1940 com Mattoso Câmara (o Saussure brasileiro), em 1962 disciplina obrigatória nos cursos de Letras,
• Fase de institucionalização da lingüística no Brasil em 1969
2) Pelas grandes associações de lingüística
• GEL, Grupo de Estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo
• ABRALIN, Associação Brasileira de Lingüística
3) Pelos grandes projetos, estado atual da lingüística no Brasil
• NURC, Norma Urbana Culta pela professora Ataliba do Castilho
• Gramática do Português Falado
• ALIB, Atlas Lingüístico do Brasil pela Universidade de Londrina
• PHPB, Para a História do Português Brasileiro
• História das Idéias Lingüísticas pela Universidade de Campinas
A proposta da assinatura é entender os processos históricos de formação do conhecimento lingüístico no Brasil e de dar conta do estado da arte da lingüística.